É comum que a gente associe ansiedade a questões mais práticas, como dívidas, incertezas sobre trabalho ou à correria do dia a dia. Mas, a verdade é que a ansiedade nada mais é que um sistema de defesa do nosso corpo, como um alarme, que faz com que a gente fique longe de perigos. Com as crianças, a ansiedade tem a mesma natureza, mas pode acontecer por diversos motivos.

Muitas dessas ansiedades e medos são normais e fazem parte do processo de amadurecimento e desenvolvimento e desaparecerão naturalmente. Por isso, se você reparar que seu pequeno está demonstrando medo ou ansiedade frente a algumas situações não se preocupe. Você deve apenas ficar atento para acompanhar se essa ansiedade não está interferindo negativamente na vida da criança. Um medo de trocar de escola, por exemplo, é mais que normal e compreensível (quem nunca ficou ansioso por trocar de empresa, por exemplo?), o que chama a atenção é quando esse medo paralisa, por exemplo.

Ansiedade disfuncional

Esse medo ou ansiedade pode ser um problema quando se torna disfuncional e impede que a criança faça coisas normais, como no caso de ir à escola. Segundo o Centro de Atendimento e Pesquisa de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Santa Casa do Rio de Janeiro, no Brasil estima-se que o número de crianças com transtorno de ansiedade cresceu 60% de 2001 até 2011. Ou seja, essa é uma questão que deve ser levada a sério e trabalhada dentro de casa e nas escolas.

O que fazer?

Conheça seu pequeno, fique atento em alterações comportamentais, como agressividade, insegurança acima do normal ou falta de concentração na escola. Pode ser que mesmo depois de passada a fase da ansiedade de separação, ela ainda tenha muito receio em ficar afastada dos pais. Ou que sinta muito medo em dormir sozinha.

Se você notar que há algo de errado ou incomum no comportamento da criança pode fazer algumas coisas que poderão ajudar: mostre que você está ao lado dele, oferecendo todo o suporte que ele precisar; deixe que ele fale e expresse o que sente, se a criança ainda não tem fluência na fala, brinquem juntos, as brincadeiras ajudam a criança a criar um cenário ideal em que ela se sente mais segura para expressar como se sente e o que pensa. E tão importante quanto: fale com um especialista no assunto, ele poderá te ajudar se, de fato, a criança tiver um transtorno de ansiedade.

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