Seu filho acorda chorando no meio da noite, aparentemente sem motivo? Costuma gritar ou emitir sons sem sentido durante a madrugada? Senta na cama, de olho aberto, parece não te reconhecer, não para de chorar ou gritar? Essas são algumas das características do terror noturno que é uma manifestação comum durante o sono infantil, caracterizada por movimentos e/ou comportamentos decorrentes da ativação do sistema nervoso central.

 

E o resultado é o sono interrompido. Apesar de um nome assustador, o terror noturno é absolutamente normal, e com grandes chances de ter sido herdado dos pais.

 

A hipótese mais aceita para explicar o distúrbio é que ele tem a ver com o desenvolvimento do sistema nervoso central. A ideia é que o cérebro não esteja maduro o suficiente para realizar a transição entre o sono e o despertar, o que faz a criança ficar entre um e outro por alguns segundos. O terror noturno acomete 3% das crianças, a partir dos 2 e com maior frequência entre os 5 e 7 anos de idade. A ocorrência diminui com o passar do tempo, sendo que menos de 1% dos adultos apresentam este distúrbio.

 

Características

Geralmente, a criança senta-se na cama com expressão de medo, com aumento da frequência cardíaca, respirando rapidamente e suando. Os ataques duram de 30 segundos a 5 minutos, sendo raramente mais longos que isso. As crianças voltam a dormir em seguida, e não lembram de nada na manhã seguinte. Alguns episódios podem estar relacionados com estado febril.

 

Ataques de terror noturno tendem a ocorrer no início da noite, o que os diferencia de pesadelos que ocorrem no final da noite de sono. Outra coisa importante para os pais saberem é que o terror não é sonambulismo. Este é um comportamento repetitivo, em a criança se levanta e anda pelo quarto.

 

Ele está tendo pesadelos

Não, os pesadelos são parassônias do sono REM (a fase do sono que “sonhamos”), mais para o fim da noite, enquanto o terror noturno acontece no início do sono. Pesadelos são sonhos “ruins”, que causam aumento da freqüência cardíaca e respiratória, sudorese, e terminam com um despertar e/ou lembrança do que foi sonhado (o que não acontece no terror noturno). Não é rara a dificuldade para voltar a dormir… Os pesadelos podem ocorrer na mesma noite em que a criança apresenta terror noturno ou episódio de sonambulismo.

 

Como lidar?

Não acorde a criança. Isso só fará o episódio demorar ainda mais para passar e se repetir mais vezes. O ideal é deixar que a crise passe sozinha e a criança volte a dormir. É muito importante manter uma rotina adequada de sono para crianças com terror noturno: dormindo cedo e num mesmo horário, além de reduzir a agitação antes do sono. Quando a criança chega agitada de passeios e festas, o risco de apresentar eventos de terror noturno aumenta.

 

Fonte: Associação Brasileira do Sono

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