Você está no meio da conversa com a mãe do amiguinho e seu filho coloca o dedo no nariz. Seria ok se fosse “só” dessa vez né? Mas a criança parece ter descoberto que “limpar o salão” é legal toda hora! É, a vida com filhos têm dessas coisas! Mas, calma, é preciso entender os processos fisiológicos da criança, e também hábitos que ela pode adquirir – para não exagerar nas reações – e no constrangimento.

 

Todo mundo faz pum não é? Só que, mesmo sendo algo natural – resultado da digestão – soltar gases causa vergonha em qualquer um, menos em crianças! Até elas entenderem que não “podem” fazer em qualquer lugar, o pum, o arroto, o dedo no nariz é como…sorrir! É aí que entra a família, a explicação e entendimento sobre tudo isso! A seguir, listamos as três principais manias escatológicas e dicas para lidar com elas:

 

Arroto

Colocar o bebê para arrotar após cada mamada ajuda a prevenir engasgos ou que ele regurgite. Quando a criança cresce, arrota menos, mas nem por isso deixa de arrotar. É importante respeitar isso, e apenas ensinar que essa é uma necessidade e não uma “coisa bonita” de fazer na frente dos outros. Então, todo bom senso na explicação é bem-vindo!

 

Pum

Soltar gases é muito bom para o bebê, pois o organismo (imaturo) precisa eliminar excessos, o que proporciona alívio. Conforme a criança cresce, a quantidade de pum diminui, mas todo mundo têm gases para sempre. A maioria das pessoas jura que não tem o problema, que costuma ter um cheiro ruim (da fermentação de bactérias no intestino), mas é normal. A questão é ensinar a criança a ir ao banheiro ou até um local onde esteja sozinho e não cause mal-estar em quem estiver do lado. Lembre-se: a criança precisa aprender a se deslocar, mas nunca deve “prender” os gases por muito tempo, isso pode causar dores e mau estar.

 

Dedo no nariz

Não é fisiológico, mas é um hábito que aparece na infância, acompanhado ou não da mania de colocar a “caca” na boca. Em primeiro lugar, o óbvio: seu filho coloca o dedo no nariz porque o nariz está lá. Pode ter começado por falta do que fazer, incômodo ou curiosidade e, assim como outros hábitos, mexer no nariz ajuda a passar o tempo e aliviar a tensão. Isso não significa que ele sofra de ansiedade, tédio ou de falta de educação: é só uma questão de explicar que o hábito não é bacana em qualquer lugar. Cobrir o dedo com esparadrapo será interpretado como uma punição e qualquer punição é injusta por algo tão inofensivo. Vale dizer que crianças que mais mexem no nariz costumam ser as que têm alergias e maior quantidade de secreção nasal. A mucosidade cria uma casquinha e a sensação de que tem “alguma coisa” no nariz, o que gera vontade de cutucar. O ar seco demais, devido ao uso de ar-condicionado ou aquecedor, também pode ressecar o nariz e, nesse caso, um umidificador de ar (ou soro fisiológico no nariz) ajuda. O bom é que o hábito do dedo no nariz (ao contrário do de roer as unhas) dificilmente continua na vida adulta. A maioria das crianças para sozinha.

 

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