Elas são consideradas o novo tipo de humano, seriam responsáveis por uma transformação social, educacional, familiar e espiritual. Essas são algumas das definições dadas para as chamadas crianças índigo. O termo, que significa anil ou azul-violeta, se refere à cor de suas auras que seriam azuis.

O conceito índigo surgiu em 1982 quando a parapsicóloca Nancy Ann Tappe descreveu esse novo padrão de comportamento de algumas crianças que nasceram a partir de 1970 e que, segundo ela, teriam o propósito de provocar uma transformação social. A autora do livro Entendendo sua Vida Através da Cor afirmou que viu uma cor vibracional nunca vista por ela antes nessas crianças e essa cor seria a característica da nova consciência.

E o tema é cada vez mais difundido. Em 2006 o jornal americano The New York Times destacou o assunto ao questionar: “Elas estão aqui para salvar o mundo?”, se referindo às crianças consideradas índigo. As características de crianças índigo são maior sensibilidade, senso ético e moral, criatividade acima do normal e questionamentos a autoridades. Apesar de algumas pessoas associarem o termo com questões religiosas, originalmente ele não está relacionado com nenhuma religião. 

Embora o assunto esteja cada vez mais em alta, não existem evidências científicas para a teoria das crianças índigo. Segundo Russell Barkely, professor pesquisador de psiquiatria da Universidade Estadual de Nova York, em entrevista ao jornal New York Times, pais que atribuem aos filhos  a falta de atenção ou comportamento disruptivo dos filhos a energia vibratória, por exemplo, correm o risco de atrasar diagnósticos e tratamentos que poderiam ajudar as crianças em casos como TDAH ou Déficit de Atenção.

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