O Dia das Crianças é uma data que geralmente é associada à compra de presentes para as crianças. Presentear a criança, ainda mais em datas comemorativas, não é nenhum problema, mas existem alternativas que podem estimular um consumo mais consciente.

As Feiras de Trocas de Brinquedos surgem com cada vez mais força justamente por estimular que as famílias lidem com os excessos dessas datas de forma mais divertida e consciente. O Alana, organização que trabalha temas ligados à infância, organiza para este Dia das Crianças uma feira de troca de brinquedos no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, com atividades durante todo o dia.

Mas o mais legal é que essas feiras podem acontecer em qualquer lugar e ser organizada por qualquer um. O programa Criança e Consumo, ligado ao Alana, estimula e dá suporte para que qualquer pessoa possa organizar uma feira de brinquedos. No site deles é possível ter acesso a convites, cartazes de divulgação, guia com as “regras” que devem ser seguidas nas feiras (para que não aconteçam vendas, somente trocas, por exemplo) e outros materiais úteis.

A proposta é que as famílias possam separar brinquedos ou jogos que já não usam mais por brinquedos ou jogos que sejam interessantes. E, claro, não é pra separar brinquedos quebrados ou jogos faltando peças, tem que ser coisas em bom estado, vale sempre pensar: eu gostaria de pegar esse brinquedo para meu filho em uma feira? Se a resposta for não pelo mau estado do objeto, então é melhor não levar. Com todos esses materiais você tem o que precisa para montar sua própria feira de troca, pode ser antes, durante ou depois do Dia das Crianças, o que importa mesmo é ajudar os pequenos a criarem essa consciência sobre o que estão comprando ou consumindo.

Regrinhas para organizar sua feira de trocas

  • Identifique os brinquedos, a esteira e o crachá com adesivos com o nome da criança. Isso facilita os encontros.
  • Os ajudantes estão aqui para auxiliar. Não hesite em procurá-los.
  • Explique o conceito de trocas para a criança. Assim, fica mais fácil lidar com possíveis arrependimentos e frustrações.
  • Os adultos podem participar cuidando das esteiras e avisando quando uma criança se interessar por um brinquedo e quiser fazer uma troca.
  • As trocas devem acontecer com o consentimento das crianças envolvidas. Se uma criança não quiser trocar, respeite sua decisão.
  • A bancada de “brinquedos sem dono” funciona como ponto de troca direta, local em que a criança deposita um brinquedo e pega outro. Isso pode ajudar a socializar a uma nova troca.
  • Se quiser sair do espaço delimitado da Feira de Trocas, não se esqueça de levar seus brinquedos.
  • Este é um espaço de trocas, não de venda de objetos. Afinal, trocar é mais divertido que comprar.

 

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