Dinheiro é assunto de criança, sim. E apesar de muitas vezes deixarmos de falar sobre o assunto com elas pensando em não envolvê-las em conversa de “adulto”, o ideal é que a gente traga o tema para a mesa desde cedo. Afinal, ela vai crescer, e ensiná-la a lidar com ele agora é a maneira mais eficaz de garantir que tenha bons hábitos financeiros no futuro. Conheça os erros mais comuns da educação financeira e soluções recomendadas por especialistas:

 

Começar direto pela mesada

O recomendado para primeiro contato com dinheiro é usando o cofrinho: ele é lúdico e representa de forma concreta o que é “poupar”. Ou seja, a criança vê as moedas serem guardadas até poder gastar. Uma dica é ter um cofre pequeno, um médio e um grande: para objetivos de curto, médio e longo prazos. A criança percebe que a quantia de dinheiro necessária e o esforço para guardá-la variam para cada desejo.

 

Pular outras etapas

Além do cofrinho, tem outra recomendação antes da mesada: a “semanada”. Dar um valor por semana é ideal, pois o “tempo das crianças” demora mais pra passar – e um mês é muito tempo no início. Indicado para a idade de 7 ou 8 anos. Aos 9 ou 10, pode vir a mesada, e só depois, quando a criança tiver uma ideia melhor sobre economia, chega a vez da poupança.

 

Não falar de dinheiro

O ideal é conversar sobre o assunto. Dá pra estimular a criança a estabelecer objetivos para o dinheiro guardado, pesquisar o preço de algum brinquedo junto com o pequeno, explicar sobre valores diferentes encontrados no mercado, compartilhar as dificuldades do orçamento da casa de uma forma leve, etc.

 

Dar mais (ou menos) que o necessário

Quando é cofrinho, basta dar moedas com alguma frequência. Na hora da mesada, o ideal é oferecer metade do valor que gastamos mensalmente com a criança, e não oferecer nenhuma quantia “por fora”. Se for semanada, é só dividir o valor por semana.

 

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