Quem nunca ouviu falar em déficit de atenção? Trata-se de um transtorno neurobiológico, que aparece na infância, não tem cura, mas tem tratamento e merece atenção. A seguir, respondemos 8 perguntas essenciais sobre o assunto.

 

  1. O que é o TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno de causas genéticas, que aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele também é chamado de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção).

 

  1. Ele existe mesmo ou é só termo da “moda”?

Ele existe! E é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos pela lei para receberem tratamento diferenciado na escola.

 

  1. O TDAH é comum?

Sim: é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes. Ocorre em 3 a 5% das crianças, em todo o mundo, sendo a maior parte meninos, a proporção é de quatro meninos para uma menina. Em mais da metade dos casos, acompanha o indivíduo na vida adulta, embora sintomas de inquietude se tornem mais brandos até lá.

 

  1. Quais são os sintomas de TDAH?

O TDAH se caracteriza por uma combinação de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Na infância, costuma estar associado a dificuldades na escola e no relacionamento com outras crianças, pais e professores. A criança é desatenta e costuma não parar quieta, sendo que os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como dificuldades em lidar com regras e limites.

 

  1. O meu filho não presta atenção em nada, vive no mundo da lua… Ele tem déficit de atenção?

Não necessariamente. Crianças são desatentas se estão brincando, prestando atenção na TV, jogando algum joguinho… E, dependendo da fase de desenvolvimento em que ela está, não consegue focar a atenção por muito tempo. Isso é normal. Além do mais, tem criança que “não para quieta”, porque tem muita energia – e isso pode ser sinônimo de saúde e não de doença. Quem pode dizer se a criança tem ou não o transtorno é o médico. Se ela apresenta muita dificuldade na escola, costuma ser impulsiva além da conta e parece hiperativa de verdade, vale perguntar para um especialista.

 

  1. Quais são as causas do TDAH?

Já existem inúmeros estudos em todo o mundo apontando que o transtorno não surge de acordo com fatores culturais, o modo como os pais educam os filhos ou como resultado de conflitos psicológicos. Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal do cérebro, que é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais, sendo responsável por controlar ou inibir comportamentos inadequados, pela atenção, memória, autocontrole, organização etc. Ele está relacionado ao mau funcionamento dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina e a hereditariedade tem grande importância: não pela existência do transtorno em si, mas por uma predisposição a ele. Outra influência se dá com a nicotina e o álcool: quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Mas é importante lembrar que o que se sabe é que existe uma associação entre estes fatores, mas não uma relação de causa e efeito.

 

  1. Como é feito o diagnóstico?

Há dados preocupantes em relação ao diagnóstico desse transtorno: apenas 20% das pessoas com TDAH são diagnosticadas, enquanto há um grande número de indivíduos diagnosticados sem ter o transtorno. É essencial um diagnóstico clínico preciso, com análise cuidadosa dos sintomas, e ouvindo familiares. A avaliação tem como base 18 critérios definidos pela Associação Americana de Psiquiatria – nove de déficit de atenção e nove de hiperatividade e impulsividade. A ocorrência de comportamentos associados a pelo menos seis deles, por mais de seis meses, exige uma investigação. Devem ser descartadas doenças que podem gerar déficit de atenção.

 

  1. E o tratamento?

O TDAH não tem cura, mas tem tratamento. Quem pode explicar melhor sobre ele é o médico que realizará o diagnóstico.

Fontes: Associação Brasileira do Déficit de Atenção e Hospital Albert Einstein

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