O aleitamento materno traz inúmeros benefícios ao desenvolvimento da criança, como fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê, melhora da saúde e imunidade e, ainda há estudos que mostram que pode potencializar a inteligência do bebê. Esses são alguns dos motivos que fazem com que a amamentação exclusiva seja recomendada pela Organização Mundial da Saúde até pelo menos os seis meses de idade do bebê.

Como forma de estimular e mostrar a importância da amamentação, a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançaram em 1991 um guia com os 10 passos para o sucesso no aleitamento materno. As orientações são focadas nos profissionais de maternidades e hospitais – que têm um papel essencial no estímulo à prática. Recentemente, o documento passou por uma reformulação, incluindo itens importantes que ajudam a tornar esses hospitais “amigos da criança”. Veja abaixo a lista completa e atualizada:

1a. Cumprir plenamente o Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno e as resoluções relevantes da Assembleia Mundial da Saúde.

1b. Ter uma política de alimentação infantil por escrito que seja rotineiramente comunicada à equipe e aos pais.

1c. Estabelecer sistemas contínuos de monitoramento e gerenciamento de dados.

  1. Garantir que a equipe tenha conhecimento, competência e habilidades suficientes para apoiar a amamentação.

Práticas clínicas básicas

  1. Discutir a importância e o manejo da amamentação com mulheres grávidas e suas famílias.
  2. Facilitar o contato pele a pele imediato e ininterrupto e apoiar as mães a iniciar a amamentação o quanto antes após o nascimento.
  3. Apoiar as mães para iniciar e manter a amamentação e gerenciar dificuldades habituais.
  4. Não fornecer a recém-nascidos amamentados alimentos ou líquidos que não sejam o leite materno, a menos que indicado clinicamente.
  5. Permitir que mães e filhos permaneçam juntos e pratiquem o alojamento conjunto 24 horas por dia.
  6. Ajudar as mães a reconhecer e responder às pistas sobre alimentação fornecidas pelo bebê.
  7. Aconselhar as mães sobre o uso e os riscos de mamadeiras, bicos e chupetas.
  8. Coordenar a alta para que os pais e seus filhos tenham acesso oportuno a apoio e cuidados contínuos.

Deixe uma resposta